sexta-feira, 22 de junho de 2007

Ford e Volks

É impressão minha ou a Ford e a Volks estão usando quase a mesma temática para divulgar suas ações de varejo?

A propaganda da Ford com marionetes para divulgar feirões e o Eco Sport é beeeeem parecida com as marionetes para divulgar os feirões da Volks.

Tá faltando criatividade ou marionetes estão na moda?

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Net chato pra caramba!

Se tem algo que eu não concordo com o Net são os formatos de publicidade que atrapalham (e muito) a navegação do usuário.
Acho fantástico em termos da criatividade dos publicitários formatos como o floater, superstitial, ou o CM8 (ou Layer Banner). Mas muitos deles irritam a mim, e acho que também muitos usuários, na hora de navegar.
Em particular o CM8, que é aquele layer que abre em geral na homepage do site, com um botão de fechar, que muitas vezes um leigo não vê onde está o maldito botão.
Fiz um teste um dia deste, pedindo para alguns colegas não publicitários, que acessassem o site http://vejasaopaulo.abril.com.br.
Todos eles demoraram quase 5 segundo para achar o botão Fechar do CM8, e alguns dele nem acharam.
O formato CM8 em geral aparece bem em cima da área de maior utilização do site. Ok, esta é a intenção, pois ao invés de clicar na área, o usuário clica na propaganda. Mas fazer alguém ver algo que ela não quer, ainda mais acidentalmente, é legal para a imagem da marca? Não fica um pouco de raiva da parte do usuário, tanto para o anunciante quanto para o site em que a peça está sendo veiculada?
Para mais informações sobre o formato CM8, dê uma olhada aqui:
http://publicidade.terra.com.br/formatos/formatos2007.asp#coluna_detalhes

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Propaganda dá dinheiro

Ontem estreiou a quarta edição do Reality Show O Aprendiz, O Sócio, com Roberto Justus na Rede Record.
Nesse primeiro programa foi mostrado quais os projetos selecionados para concorrerem ao prêmio de terem Justus como sócio em um negócio inovador e/ou promissor.
Mais da metade dos projetos selecionados são relacionados a área de propaganda.
Isto se deve ao fato de Justus ser um empresário desta área, ou porque isto é garantia de que dá dinheiro e temos realmente campo de trabalho para tal?
Fica aí a questão.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

O Programa do Merchã está no ar

O Merchandising é uma forma super tradicional de se representar o Ad na TV.
É mais barato que fazer um comercial, o público atingido é muito maior, e não é necessário dispor de tantas recursos, como contratar uma produtora para criar o filme, gastar milhões em veiculação, dentre outras coisas.
Mas para tudo há limites.
Existem programas que deveriam se chamar: Merchã na TV.
O legal do merchandising é exatamente o fato de o telespectador estar assistindo ao programa e bem no meio dele, entra a propaganda do produto, muitas vezes apresentado pelo próprio apresentador do programa.
Só que algumas emissoras exageram.
Outro dia contei no relógio o tempo gasto em merchandisings em um programa desses vespertinos voltado para mulheres.
39% do horário do programa foi gasto em merchandisings!!!
É muita coisa! Além de ser extremamente irritante você não conseguir acompanhar uma entrevista, reportagem ou quadro por completo, pois eles quebram tal matéria em 5 ou 6 pedaços, com merchandisings que vão desde panelas super desenvolvidas até remédio que cura de espinhas ao câncer.
Sinceramente, acho isso muita falta de respeito ao telespectador.
Sem contar a nova moda do leilão de preço mínimo, que virou a coqueluche das emissoras...

quinta-feira, 26 de abril de 2007

E o Ad na rua?

Tenho que dar o braço a torcer: São Paulo está mais bonita.

No começo fui extremamente contra essa lei de poluição visual, mas hoje, ao andar pelas marginais por exemplo, consigo enxergar coisas que nunca antes tinha visto.

Por mais que a beleza da arquitetura de São Paulo não seja como a de Buenos Aires, é muito mais agradável ver a cidade sem Ads em tudo quanto é lugar.

A minha opinião sobre o assunto é: nós publicitários pedimos por isso.

A propaganda extensiva brasileira tomou proporções absurdas nos últimos anos. A criatividade das agências extrapolou todos os limites, até mesmo os da segurança. Ao andar pela Avenida Faria Lima, você ficava perdido com tantos outdoors, frontlights e backlights gigantescos. Muitos pegavam quarteirões inteiros, batendo recorde atrás de recorde de maior outdoor do Brasil ou do mundo.

Era painel que subia e descia sozinho, outro jogava whisky dentro do copo, outro fazia uma balé de latinhas de cerveja, outro tinha um para-brisas gigante, e por aí foi se indo, cada vez abusando mais da criatividade do publicitário brasileiro, e na outra ponta do negócio, os anunciantes adorando pra ver quem chamava mais atenção.

Já pensou de um para-brisa daquele outdoor do Palio Adventure caísse em cima da cabeça de um pedestre nestes dias de chuvas fortes no fim da tarde? Por isso digo que a mídia extensiva ultrapassou os limites até da segurança.

Brasileiro é criativo, e como diria a propaganda, não desiste nunca, e com certeza está achando outros meios de divulgar sua marca.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

O Ad está cada vez mais pálido!

Vocês já perceberam como o Ad tem ficado pálido na televisão ultimamente?

Traduzindo em miúdos, há uma nova tendência em filmes para a TV. A utilização de uma película mais puxada para tons pastéis, cores sem vida, como se fossem um filme em sépia.

Eu realmente diria que isto é uma tendência, e pelo o que me vem na memória, um dos primeiros conjuntos de filmes que vi com este tipo de visual foram os da Rexona feitos na Argentina. Aqui no Brasil, os mais recentes e marcantes foram da cerveja Sol, do Palio Adventure e do Fiat Idea.

Esteticamente são bonitos, mas quando você começa a ver muita coisa igual, torna-se chato e repetitivo. Por que ninguém faz um filme como aquele videoclipe da Madonna, Rain, dirigido por Mark Romanek, onde foi utilizada uma técnica em que após a filmagem em 35mm o vídeo inteiro foi colorido artificialmente?

Acho bárbaro aquele resultado.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Web designer de banca de jornal

Quem trabalha com desenvolvimento de sites sabe que esta é uma vida nada fácil.

E mesmo com toda esta revolução tecnológica que hoje vivemos, por incrível que pareça, é mais fácil o Ad ganhar mais dinheiro do que o Net. E sabe por que?

Porque quase todo mundo pode ser como o Net.

Você, amigo web designer, que faz sites como freelancer, ou você que tem uma pequena agência, e pega aquele cliente amigo seu, dono de uma lujinha de roupas, ou da padaria do Manuel, ou daquela empresa pequenininha na esquina da rua de sua casa, e oferece a ele um serviço de qualidade, como um website cheio de funcionalidades em Flash, Ajax, Php e tudo mais que ele tem direito, e na hora de cobrar, dá o preço justo de acordo com o seu trabalho, e recebe em resposta algo como:

- Tudo isso??? Mas o sobrinho da minha vizinha sabe fazer essa coisa de site e ele cobra R$ 300!!! E é super bonitinho, fica até uns negócinhos piscando em cima do logotipo da empresa e toca até uma musiquinha parecida com o toque do meu celular!!!

Isso é muito comum nessa profissão: a banalização do web design.

Eu diria que isto se deve às publicações pseudo-especializadas que populam até mesmo nossas bancas de jornais, ou aos provedores de internet que disponibilizam ferramentas para que você mesmo construa seu site, e com isso, todo mundo, até minha mãe, se acha um pouco web designer.

Conheço vários garotos de 12 ou 13 anos que através destes recursos montam sites para divulgar, por exemplo, o grupo virtual de jogo em rede Quake que ele participa com os amigos da mesma idade, ou então um site sobre a Avril Lavigne ou do NX Zero. E pronto, nasce ali mais um web designer.

Ainda há no Brasil uma grande resistência ao bom gosto e ao bom serviço prestado no desenvolvimento de peças para a internet. Muitas pessoas acham que basta ter uma página na web só pra poder falar um www na hora em que for questionado sobre isso, não se importando se este tal www é bem elaborado ou alinhado com as demais comunicações da empresa, como por exemplo, o anúncio impresso que ele pagou justificadamente para o Ad desenvolver.

A falta de cursos de web design em universidades, reconhecidos como bacharelado, também interferem neste processo, e perdura até hoje a discussão de que, um web designer deveria ser alguém vindo de um curso de Desenho Industrial, Arquitetura ou Propaganda. Não sabemos, e talvez nunca saberemos se esta situação vai mudar, e mesmo que exista o Curso Superior em Web Designer, talvez seja tarde demais para reverter tal fato.

Isto interfere no reconhecimento da profissão do web designer, que infelizmente, faz ainda o Net ganhar bem menos que o Ad. Um bom web designer, daqueles com formação e portfolio invejável, este sim ganha bem, e é tão reconhecido como um bom diretor de arte, mas na sua maioria, devido aos web designer de banca de jornal, ganham no máximo seus R$ 600 mensais. Em suma, eu diria que só o Ad ainda é reconhecido como profissional especializado, pois pra fazer o que ele faz, é preciso ter bom gosto e saber mexer com Photoshop e Corel Draw, mas pra fazer o que o Net faz, basta ir até a banca de jornal mais próxima.